A dor na lateral do quadril é uma das queixas mais frequentes entre mulheres adultas, especialmente a partir da meia-idade.
Muitas pacientes chegam ao consultório relatando dificuldade para dormir sobre um dos lados, desconforto ao caminhar ou dor ao subir escadas. Frequentemente, já ouviram o diagnóstico de “bursite”, mas nem sempre essa é a única estrutura envolvida.
Entender as possíveis causas dessa dor é importante para que o tratamento seja direcionado corretamente.
Onde fica a dor lateral do quadril?
A dor geralmente está localizada na parte externa do quadril, próxima à região conhecida como trocânter maior.
As pacientes costumam descrever:
- dor ao deitar sobre o lado afetado;
- sensibilidade ao toque na lateral do quadril;
- desconforto ao caminhar;
- dor ao subir escadas;
- dificuldade para permanecer muito tempo em pé.
Em alguns casos, a dor pode irradiar para a parte lateral da coxa.
Por que esse problema é mais frequente em mulheres?
A dor lateral do quadril pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é observada com maior frequência em mulheres.
Acredita-se que diversos fatores possam contribuir para isso, incluindo diferenças anatômicas da pelve, alterações biomecânicas da marcha e características da musculatura ao redor do quadril.
Além disso, mudanças que ocorrem ao longo dos anos podem influenciar a capacidade dos tendões suportarem determinadas cargas, favorecendo o aparecimento dos sintomas em algumas pacientes.
Não.
Embora o termo “bursite” seja amplamente conhecido, atualmente sabemos que muitas pacientes apresentam alterações dos tendões glúteos associadas ou até mesmo predominantes.
Por esse motivo, muitos especialistas utilizam o termo síndrome dolorosa trocantérica maior, que engloba diferentes causas de dor na lateral do quadril.
Os músculos glúteo médio e glúteo mínimo desempenham papel fundamental na estabilidade da pelve durante a caminhada.
Seus tendões se inserem justamente na região lateral do quadril.
Quando essas estruturas sofrem sobrecarga ou degeneração, podem surgir sintomas como:
- dor ao caminhar;
- dor ao subir escadas;
- dor ao permanecer em apoio sobre uma única perna;
- dor ao deitar sobre o lado afetado.
Quais fatores podem favorecer o aparecimento da dor?
Diversos fatores podem estar envolvidos, incluindo:
- fraqueza da musculatura do quadril;
- alterações da marcha;
- sobrecarga repetitiva;
- aumento repentino da atividade física;
- excesso de peso;
- permanência prolongada em determinadas posições.
Frequentemente não existe uma única causa identificável.
Quando procurar avaliação médica?
É recomendável procurar um especialista quando:
- a dor persiste por várias semanas;
- o desconforto interfere no sono;
- existe limitação para caminhar;
- atividades físicas passaram a ser evitadas devido à dor;
- os sintomas estão piorando progressivamente.
Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de evitar a cronificação do quadro.
O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica e no exame físico.
Dependendo da situação, exames complementares podem ser solicitados para auxiliar na investigação, como ultrassonografia, radiografias ou ressonância magnética.
O objetivo é identificar quais estruturas estão envolvidas e excluir outras causas de dor na região.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento depende da causa dos sintomas e das necessidades de cada paciente.
As opções podem incluir:
- fisioterapia;
- fortalecimento muscular;
- adaptação temporária das atividades;
- controle de fatores de sobrecarga;
- medicamentos em situações específicas;
- infiltrações em casos selecionados.
A maioria das pacientes apresenta melhora com tratamento adequado e acompanhamento especializado.
A dor na lateral do quadril é uma queixa muito comum entre mulheres e nem sempre está relacionada apenas à bursite.
Alterações dos tendões glúteos e outras estruturas da região frequentemente participam do quadro e devem ser consideradas durante a avaliação.
Quando a dor começa a interferir no sono, na caminhada ou nas atividades do dia a dia, uma investigação adequada pode ajudar a identificar a causa e definir o tratamento mais apropriado para cada caso.