A dor na lateral do quadril é uma das queixas mais frequentes no consultório. Muitas pessoas recebem o diagnóstico de “tendinite” ou “bursite” e a primeira pergunta costuma ser:
Quanto tempo vou demorar para melhorar?
A resposta depende de diversos fatores, como a gravidade da lesão, o tempo de evolução dos sintomas, a condição física do paciente e o tratamento realizado.
O que é a tendinite no quadril?
Os tendões são estruturas que conectam os músculos aos ossos. Quando sofrem sobrecarga ou degeneração, podem causar dor e limitação funcional.
Na região do quadril, os tendões mais frequentemente acometidos são os tendões dos músculos glúteos, localizados na parte lateral da articulação.
Embora muitas pessoas utilizem o termo “tendinite”, nem sempre existe uma inflamação propriamente dita. Em muitos casos, o problema está relacionado a alterações degenerativas do tendão, condição conhecida como tendinopatia.
Os sintomas mais comuns incluem:
- dor na lateral do quadril;
- dor ao deitar sobre o lado afetado;
- desconforto ao caminhar;
- dor ao subir escadas;
- dor após permanecer muito tempo em pé;
- sensibilidade ao toque na região lateral do quadril.
Em alguns pacientes, a dor pode irradiar para a parte externa da coxa.
Quanto tempo leva para melhorar?
O tempo de recuperação varia bastante de uma pessoa para outra.
Quando o diagnóstico é realizado precocemente e o tratamento é iniciado rapidamente, a melhora pode ocorrer em poucas semanas.
Em muitos pacientes, os sintomas apresentam melhora significativa entre 4 e 8 semanas.
Quando a dor já está presente há vários meses, geralmente é necessário um período mais prolongado de tratamento.
Nessas situações, a recuperação costuma ocorrer ao longo de alguns meses, frequentemente entre 2 e 6 meses.
Alguns pacientes apresentam alterações tendíneas mais avançadas, fraqueza muscular importante ou múltiplos fatores associados.
Nesses casos, a melhora pode ser mais lenta e exigir acompanhamento prolongado.
O que pode atrasar a recuperação?
Alguns fatores podem dificultar ou prolongar a melhora dos sintomas:
- continuar realizando atividades que sobrecarregam o tendão;
- fraqueza da musculatura do quadril;
- excesso de peso;
- alterações biomecânicas;
- doenças associadas;
- interrupção precoce do tratamento.
Por isso, não basta apenas aliviar a dor. É importante tratar também os fatores que contribuíram para o surgimento do problema.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento depende da avaliação individual de cada paciente.
As opções mais utilizadas incluem:
A fisioterapia é um dos pilares do tratamento.
Além do controle da dor, o objetivo é recuperar a força muscular, melhorar a função do quadril e reduzir o risco de recorrência.
Em alguns momentos, pode ser necessário reduzir temporariamente atividades que estejam agravando os sintomas.
Isso não significa repouso absoluto, mas sim adaptação da carga até que o tendão se recupere.
Podem ser utilizados para auxiliar no controle da dor durante determinadas fases do tratamento.
Em situações específicas, infiltrações podem ser consideradas para ajudar no controle dos sintomas.
A indicação deve ser individualizada e discutida durante a avaliação médica.
Quando procurar um especialista?
Procure avaliação médica se você apresentar:
- dor persistente por mais de algumas semanas;
- dor ao dormir sobre o lado afetado;
- dificuldade para caminhar;
- limitação das atividades físicas;
- sintomas que retornam repetidamente.
Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de uma recuperação mais rápida e eficiente.
A tendinite do quadril, ou mais precisamente as tendinopatias da região lateral do quadril, costumam apresentar boa evolução quando diagnosticadas e tratadas adequadamente.
Embora algumas pessoas melhorem em poucas semanas, outras podem precisar de vários meses para recuperar completamente a função e controlar os sintomas.
O mais importante é identificar corretamente a causa da dor e seguir um plano de tratamento individualizado, permitindo um retorno seguro às atividades do dia a dia.